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CERTEZAS QUE ENCARECEM OS PLANOS DE SAÚDE

Fonte: Jornal O Estado de S.P. - Pag. B8 - 02.12.2013

Autor: Antonio Penteado Mendonça

Lei dos Planos de Saúde Privados limita a capacidade operacional e prejudica a atividade das empresas, que têm que conviver com a triste realidade da saúde no País.

A saúde pública brasileira não vai bem. As filas do SUS são alvo de reportagens em todos os tipos de mídias. As mais impactantes são as com imagens, onde a penúria dos hospitais faz contraponto para os pacientes mal atendidos, ou não atendidos, quando o atendimento teria a capacidade de salvar uma vida ou evitar danos colaterais.

A solução do governo foi a importação de 4 mil médicos para atuarem nas áreas mais carentes do país. Como jogada de marketing político pode ser brilhante. Naprática, terá pouco efeito. Não adianta colocar um médico onde ele não tem qualquer recurso para exercer sua profissão. Os consultórios, quando muito, são casebres sem condições mínimas de higiene ou de possibilitar a realização de procedimentos mais complexos do que receitar aspirina ou vermífugo.

Uma olhada pelos hospitais da rede pública e nas filas que se formam nas suas portas é suficiente para desanimar o mais otimista. Mas a situação fica muito pior quando se olha o que acontece atrás das paredes, nos ambulatórios, consultórios, corredores dos prontos-socorros, enfermarias, quartos, centros cirúrgicos e de terapia intensiva.

Uma consulta com diagnóstico de câncer necessitando cirurgia tem o retorno marcado para 6 meses depois e a cirurgia que deveria se realizada imediatamente só é marcada depois da realização dos exames solicitados quando do retorno.

Existem algumas ações com resultados positivos, mas o pagamento insuficiente e os atrasos e contingenciamentos feitos por razões políticas comprometem a capacidade dos centros de atendimento prestarem os serviços para os quais foram equipados.

O resultado disso é os planos de saúde privados, apesar de tudo o que dizem a respeito deles, serem dos grandes sonhos de consumo da população brasileira. O problema é que os planos de saúde privados não são panaceia para o drama da saúde pública. Eles são produtos desenhados para um determinado objetivo, previsto e limitado por uma das piores leis votadas no Brasil. Ou seja, eles podem minorar os problemas do SUS, mas não têm o condão de modificar o quadro lamentável oferecido à população.

Quando uma nação convive com realidades como a falta de saneamento básico em 2/3 dos domicílios, pouco apoio à mulher e falta de assistência na gravidez, alimentação insuficiente nos primeiros anos de vida, falta de creches e postos de saúde com assistência pediátrica, além de outras mazelas, não há como, depois de alguns anos vivendo neste cenário, modificar a realidade da população afetada. Os danos ao corpo e ao cérebro, para não falar nos aspectos psicológicos, são irreversíveis. O máximo a fazer é tratar para minimizar as deficiências e o sofrimento.

Mas o quadro se agrava na hora em que as epidemias completam o serviço, atingindo, na maioria das vezes, justamente os que já passaram pelas provações acima. Dengue, hanseníase, malária, febre amarela, tuberculose, doenças sexualmente transmissíveis, gripe e outras custam bilhões de reais, sem que haja no horizonte indicação de que o cenário irá se modificar.

E para quem acha que já está de bom tamanho, tem mais. Anualmente, 50 mil assassinatos e 60 mil mortos no trânsito dão a dimensão do estrago causado pela violência e pela irresponsabilidade. Estes números apavorantes aumentam muitas vezes os custos com saúde quando a eles são adicionados, além dos mortos, os feridos e os inválidos.

Mas ainda falta abordar o capítulo mais trágico. A explosão das drogas. Hoje, o consumo de crack atingiu níveis de endemia, ou uma epidemia permanente e que vai se espalhando pelo país.

Se a Lei dos Planos de Saúde Privados fosse um primor, seria difícil controlar os aumentos. Como a lei é ruim, ela coloca limitações à capacidade operacional das operadoras. E, em complemento a ela, o Judiciário, tentando minimizar as agruras da população, intervém de forma equivocada, encarecendo ainda mais uma atividade cujos custos não têm relação com a inflação e sim, com o aumento da demanda e com o custo da medicina.

 

 

Médicos e dentistas ameaçam boicote a planos de saúde nesta quinta 

 

Insatisfeitos com a relação com operadoras de saúde, médicos, dentistas e fisioterapeutas vão suspender o atendimento eletivo de clientes de planos nesta quinta-feira, 25, em pelo menos nove Estados, incluindo São Paulo. A paralisação é reflexo de uma pesquisa que mostra que 89% deles sofrem interferência dos planos, o que prejudica o atendimento.

Os médicos já fizeram outras três paralisações nos últimos dois anos, mas é a primeira vez que dentistas e fisioterapeutas integram o movimento. Em São Paulo, o protesto será na Avenida Paulista – 10 mil bexigas pretas vão simbolizar o descontentamento. Para a pesquisa, a Associação Paulista de Medicina (APM) consultou 4.887 profissionais.

Os resultados atestam a insatisfação: 83% dizem já ter tido pacientes que precisaram recorrer ao SUS ou ao atendimento particular por obstáculos impostos pelos planos, 85% afirmam que já se descredenciaram ou pretendem deixar a rede suplementar e 65% relataram ter reduzido o número de procedimentos ou cirurgias por causa dos baixos honorários.

“Os médicos estão sob pressão, pois prescrevem os procedimentos, mas os planos impõem obstáculos”, afirmou Florisval Meinão, presidente da APM, referindo-se especialmente aos procedimentos de alta complexidade.

Segundo Silvio Cecchetto, presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões Dentistas, os planos pagam R$15 por restauração e R$10 por extração dentária. No sistema privado, uma restauração não sai por menos de R$ 150, assim como uma extração. A situação também é ruim entre fisioterapeutas, que recebem dos planos de R$5,60 a R$20 por 50 minutos de trabalho-honorários que não são reajustados há pelo menos dez anos.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar afirmou que suas filiadas têm se esforçado em recompor os honorários e diz que, no último ano, o valor da consulta teve reajuste de 14%. Já a Associação Brasileira de Medicina de Grupo informou que não interfere na relação entre operadoras e prestadores. A Agência Nacional de Saúde Suplementar diz que adotou medidas para melhorar o atendimento e cita prazos máximos para consultas e exames.

FONTE: JORNAL O ESTADO DE S.PAULO - 24.04.2013 - PAG. A13

 

AUTOR: FERNANDA BASSETTE

 

Disque:

 

Golden Fone - Estado de SP – 4004-2001 

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MENSALIDADE GOLDEN CROSS

Planos

Valor individual (R$)

 

 

ESPECIAL APARTAMENTO

1.556,00

SUPERIOR I

2.253,00

SUPERIOR II

2.849,00

 

 

 

PLANOS

 

 

ESPECIAL APARTAMENTO / SUPERIOR I / SUPERIOR II:

· Direito a quarto particular, banheiro privativo, atendimento na rede credenciada e em livre escolha (reembolso).

 

* Conforme o plano maior, maior será a rede credenciada

 

 

CARÊNCIAS

 

30 dias (1 mês)

· para recebimento de carteirinha, consulta, exames e acidentes pessoais;

180 dias (6 meses)

· para todos os demais casos;

300 dias (10 meses)

· para casos obstétricos, mesmo que originados de acidentes; tomografias computadorizadas, cineangiocoronariografias, cirurgias cardiovasculares, neuro-microcirurgias e ressonância magnética.

 

BENEFICIÁRIOS

30 dias (1 mês)

· somente pessoas vinculadas ao Sindicato;

180 dias (6 meses)

· cônjuge, companheiro(a), filhos solteiros até 18 anos, filhas solteiras até 21 anos, filhos(as) solteiros(as) até 24 anos comprovadamente estudantes assim recolhimentos pela Legislação Tributária, enteados(as) e tutelados(as) equiparando-se aos filhos(as), mãe solteira ou viúva, separada judicialmente ou divorciada.

300 dias (10 meses)

· Filhos, enteados e tutelados acima de 18 anos solteiros, filhas, enteadas e tuteladas acima de 21 anos, solteira;

· Irmãos(ãs) solteiros(as), até o máximo de 64 anos de idade;

· Papai e mãe, até o máximo de 64 anos de idade; Sogro(a), até o máximo de 64 anos de idade.